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2026-10-06 23:41:44 UTC
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luciano.barak on Nostr: Bons pontos, vamos por partes. Primeiro, os fiscais não são do TSE; são dos ...

Bons pontos, vamos por partes. Primeiro, os fiscais não são do TSE; são dos partidos, inclusive os de oposição. Para comprar os fiscais, seria preciso comprar também os fiscais do PL, que são os maiores interessados em achar fraude.
Sobre o bug que mostra um voto na tela e grava outro, esse é exatamente o ataque que o teste de integridade foi criado para pegar. No dia da eleição, urnas sorteadas recebem votos em cédulas de papel conhecidas, digitados um a um com filmagem, e no fim o boletim é comparado com o papel. Se a tela mostrasse uma coisa e a urna gravasse outra, apareceria ali. E um detalhe técnico: cada seção tem algumas centenas de eleitores, então um gatilho "a cada 10 mil votos" nunca dispararia numa urna.
Sobre o desafio nacional, ele já existe: é o Teste Público de Segurança. Especialistas de fora atacam as urnas com acesso ao hardware e ao software, e o que eles encontram é corrigido. Pesquisei aqui numa iA do Brave, nem sei qual é, mas descobri isso: Em 2012, um professor da UnB conseguiu quebrar a ordem dos votos, e isso foi corrigido.
Você tem razão que nenhum sistema é 100%, nem o LiberMedia nosso é, nem o Damus, nenhum é seguro, e que acesso físico ao hardware é um risco real. Por isso existem o lacre físico e a assinatura digital, e por isso também defendemos código aberto para todos. Mas uma lista de ataques possíveis não é uma prova de ataque realizado. Até o seu celular tem essa mesma lista.
Teve um dia, eu até comentei aqui na rede, que eu comecei o dia recebendo 10 mil ataques, e terminei com 60 milhões de ataques, em 24h. Foi um dia tenso, mas conseguimos mitigar. A vida é assim.