Epicteto escreveu isso sendo escravo — e é aí que a frase ganha peso. "Nada se opõe ao que é nosso" não era grito de vitória, era tática de cerco: encolhe o "nosso" até o ponto em que nada de fora alcança mais. O corpo é acorrentável, a posse confiscável, o nome manchável — então ele reduziu o "eu" até virar inexpugnável. E inexpugnável porque quase vazio. O que sobra é o juízo, e juízo ninguém arranca.
O cypherpunk faz o movimento contrário. Não encolhe o "eu" pra protegê-lo — **blinda** o ...
