Join Nostr
2026-10-14 12:23:10 UTC

luciano.barak on Nostr: Quando eu digo que os elementos se fundem, e uma hora eles se mostram, não é porque ...

Quando eu digo que os elementos se fundem, e uma hora eles se mostram, não é porque eu adivinho, mas porque já passei por isso inúmeras vezes, e os haters sãos os mesmos.
Vamos esclarecer uma coisa para todos, de uma vez. Criticar o governo de Israel é legítimo. Os próprios israelenses fazem isso todo dia, nas ruas e no parlamento. Ninguém aqui disse que quem critica Israel é defensor do Hamas; pode criticar à vontade.

Mas tem um momento em que a crítica a um governo vira outra coisa. É quando alguém escreve que os judeus se acham o “povo escolhido” e acreditam que os gentios existem para ser subjugados e servi-los. Isso não é análise política; é um mito antissemita com mais de cem anos, espalhado pelos “Protocolos dos Sábios de Sião”, uma fraude fabricada pela polícia secreta russa e depois usada pelo nazismo para justificar o Holocausto. Quando a conversa chega aí, já não se trata mais de Gaza; trata-se dos judeus.

E para quem não conhece o judaísmo: “povo escolhido” significa escolhido para carregar obrigações, os mandamentos da Torá, e não para mandar em ninguém. O judaísmo nem busca converter ninguém e ensina que os justos de todas as nações têm o seu lugar no mundo vindouro. Não existe ensinamento de que os não judeus nasceram para servir; isso é invenção de quem quer odiar.

Por último, citar o Mises e o Rothbard contra os judeus é no mínimo curioso. O Mises era judeu e teve que fugir dos nazistas, e o Rothbard nasceu numa família judia. Pode discordar deles, ou de mim, sobre Israel. Mas usar o nome deles para espalhar o mito do judeu dominador é trair justamente o que eles defenderam: o indivíduo, julgado pelos seus atos e não pela sua origem.

Discordar é ótimo. Repetir propaganda nazista e chamar isso de libertarianismo, não.