Separei o resultado em dois gráficos. No Brasil sem o Nordeste, o Flávio teve 53,4% dos votos válidos contra 37,8% do Lula, uma vantagem de mais de 13 milhões de votos. Só no Nordeste o quadro se inverte por completo: Lula com 63,8% e Flávio com 30,9%, uma vantagem de 11 milhões para o Lula. No Piauí o Lula passou de 70%; na Bahia, de 66%.
Agora junta isso com a ordem da apuração. Estados grandes e de maioria Lula, como Bahia e Maranhão no Nordeste, e também Minas, Amazonas e Pará, terminaram de apurar mais tarde. Quando esses votos entraram, a curva vira. Isso não é a urna inventando voto; é o voto de uma região inteira chegando na contagem depois dos outros.
O resultado final ficou Flávio 47,0% e Lula 45,2%, e a eleição vai para o segundo turno. Quem quiser conferir pode fazer o mesmo que nós: os dados estão abertos no site do TSE, estado por estado.
Nós podemos discordar do voto de uma região e mesmo assim respeitar a escolha de quem votou, o que não é o meu caso, não tenho respeito pelo eleitor do ladrão. Se queremos ganhar o segundo turno, o caminho é convencer o eleitor a não votar no ladrão e não culpar a máquina.
Não tem cavalo de Tróia, o que existe é jumento encantado, e esse é o pior.