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2026-09-20 21:55:49 UTC
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Otavio on Nostr: Sim, fui batizado quando bebê. Depois de um tempo, ainda criança, fui batizado em ...

Sim, fui batizado quando bebê. Depois de um tempo, ainda criança, fui batizado em uma Igreja Batista após profissão de fé. Com vinte e poucos anos, eu conheci a Fé Reformada, a qual professo desde então.

​Na Teologia Reformada não existe "rebatismo", há batismo válido e inválido. Pois adotamos o batismo válido bíblicamente. E há "um só Senhor, uma só fé e um só batismo" (Efésios 4:5).
​O interessante é que, no Catolicismo Romano, a graça é infundida na alma da criança. Os sacramentos posteriores servem justamente para gerenciar e fortalecer essa graça.

​No Cristianismo Reformado, o batismo é uma ordenança do Novo Testamento, instituída por Jesus Cristo, sendo para a pessoa batizada um sinal de sua comunhão com Ele, em sua morte e ressurreição; de sua união com Ele (Romanos 6:3-5; Colossenses 2:12; Gálatas 3:27); da remissão dos pecados (Marcos 1:4; Atos 22:16), e da sua consagração a Deus, através de Jesus Cristo, para viver e andar em novidade de vida (Romanos 6:4).

​Ordenado somente àqueles que realmente professam o arrependimento para com Deus, fé e obediência ao Senhor Jesus Cristo (Marcos 16:16; Atos 8:36,37; 2:41; 8:12; 18:8).

​Realizado na Igreja, com água, na qual a pessoa deve ser batizada em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (Mateus 28:19, 20; Atos 8:38).

​Onde o crente é imergido ou mergulhado na água (Mateus 3:16; João 3:23).

​Como há uma diferença substancial, as igrejas reformadas e igrejas evangélicas históricas não reconhecem o batismo da ICAR como válido, assim como os de outras denominações, como Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Mundial do Poder de Deus, Igreja Adventista do Sétimo Dia e outras. Pois desconsideram o significado e a aplicação do batismo realizados nessas igrejas. Tanto que a pessoa passa por uma classe de batismo (ou catequese) antes de ser batizada. Além de serem ensinados a ela os símbolos de fé das Igrejas Reformadas: a Confissão Belga, o Catecismo de Heidelberg e os Cânones de Dordt.

Mas entendo que, em nível didático, alguns podem encarar isso como rebatismo, apenas contando as vezes que passaram por esse ritual, realizado por meio de uma cerimônia na igreja.

​Nossa, sinto muito por essa moça aí da Congregação Cristã do Brasil. Quando comecei o Ensino Médio, tive que estudar o 1º ano em um colégio católico e foi muito desafiador pra mim. Pois desde a adolescência eu me interesso por teologia. Eu era o único evangélico da minha turma (na escola toda havia eu e mais 3).

​Eu era muito zoado pelos meus colegas de turma e vivia discutindo com o professor de literatura porque ele fazia péssimas interpretações de citações de Agostinho, aí eu vivia corrigindo-o. Teve uma vez que enchi tanto a paciência dele que ele me mandou ir para a frente da sala e ficou me fazendo perguntas.

​Esse professor me odiava, me chamava de fanático, dizia que gente como eu queria instaurar uma Sharia evangélica no Brasil. Eu só ria da cara dele. Aí resolvi contar para a minha mãe e, no segundo ano, fui estudar em outro colégio (nessa época meus pais já eram evangélicos de uma Igreja Batista Histórica).